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Grande parte do património arquitectónico da República Checa é formada por monumentos religiosos e santuários de peregrinação. Apesar da maior parte destes monumentos religiosos ser constituída por igrejas, conventos, capelas e santuários de peregrinação católicos, encontram-se aqui toda uma série de monumentos judaicos e ortodoxo A arquitectura religiosa é marcada por uma longa fase de desenvolvimento, que se prolongou por mais de um milénio.

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Lista alfabética de monumentos sagrados e lugares de peregrinação:

 

 

O início da cristianização em terras checas remonta a finais do século IX, altura em que chegam à Grande Morávia Cirilo e Metódio e o Príncipe Bořivoj e sua mulher Ludmila aderem ao cristianismo.  Nesta época, por ordem da nobreza dá-se início à construção das primeiras igrejas e lentamente começam a chegar à Morávia e à Boémia as primeiras ordens religiosas, que aqui fundam conventos, novos centros de educação e cultura. A veneração dos santos tornou-se uma das mais importantes formas de demonstração do culto religioso dentro da Igreja Católica. Este culto foi interrompido, por um longo período, pela renascença do movimento hussita. Só mais de dois séculos volvidos, é restabelecida a renovação do culto e a veneração dos santos, com o movimento da recatolização da Boémia, que viveu o seu apogeu no século XVIII. Nesta época , a Boémia e a Morávia transformam-se em territórios  rigidamente  católicos, o culto Mariano adquire inesperada propagação, que se demonstrou na construção de catedrais e , de um número nunca antes existente, de pilares de acção de graça e de santuários de peregrinação ( mais de trezentos conservados), por  toda a Boémia e Morávia. Contudo o mais venerado dos santos foi João Nepomuceno, cuja estátua não podia faltar em nenhuma ponte nem em nenhuma praça pública. Porém, até aos nossos dias, só se conservaram alguns dos monumentos religiosos devido não só às inúmeras guerras e incêndios, que ao longo dos séculos fustigaram o território checo, mas também, muito em especial, ao reinado de José II, em  finais do século XVIII, em que foram proibidas peregrinações e fechadas muitas igrejas, conventos e outros monumentos religiosos. Outra desgraça foi os quarenta anos de regime comunista. Devido ao seu desinteresse e incompreensão centenas de construções religiosas foram entregues ao abandono e muitas delas acabaram em ruínas. Presentemente assiste-se à sua recuperação e ao reflorescer das peregrinações e festas Marianas.

 Os mais importantes e historicamente mais famosos monumentos da República Checa fazem parte da lista do Património Mundial da UNESCO (Kutná Hora, centro histórico de Praga, os jardins de Kroměříž, Zelená Hora). Mais na rubrica regiões.

 

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Monumentos judeus

A partir do século IX os judeus começaram a fixar-se em território checo. Espalhados, em muitos lugares, pela Boémia e Morávia mantiveram as suas tradições. A presença milenária desta comunidade, que embora em número reduzido mas culturalmente de significado, deixou as suas marcas, que se conservaram até aos nossos dias, presentes em guetos, sinagogas, cemitérios, livros, manuscritos e objectos de arte. Contudo muitos destes testemunhos desapareceram para sempre.

Monumentos judeus foram já destruídos durante as cruzadas no século XI e XII., ou liquidados após os pogromos ou a expulsão das comunidades judaicas das cidades. A partir de meados do século XIX, é reconhecido à comunidade judaica o direito à autogestão pondo-se termo desta forma à segregação até então existente. Os bairros originariamente judeus foram saneados ou reconstruídos e modernizados. Testemunho único do seu aspecto original é um grande bairro em Třebíč com duas sinagogas e cemitério, que conservou a sua traça urbanística original, que remonta à Idade Média. Posteriormente muitos objectos judeus foram destruídos por nazistas, mas também são responsáveis pela sua destruição o desinteresse a que foram abandonados durante a época do regime comunista.

As primeiras sinagogas no nosso país foram certamente construções de madeira. Uma delas, mais tarde adaptada a casa de habitação, conserva-se ainda hoje em Vlachovo Březí. Na Idade Média as construções de madeira começaram a ser substituídas por construções de pedra. Entre elas, um dos mais antigos objectos judaicos conservados é a Velha-Nova sinagoga de Praga em estilo gótico que data de meados do século XIII. Mantiveram-se igualmente

conservadas, até aos nossos dias, outras construções góticas ou renascentistas como a Sinagoga de Pinkas ou a Alta Sinagoga, a sinagoga em Dolní Kounice nos arredores de Brno e em Holešov. Do barroco ou do rococó conservou-se por exemplo a sinagoga em Boskovice.

Na República Checa encontram-se ainda construções em estilo classicista ou império, no entanto a maior parte é representada por sinagogas construídas em pseudo-estilos, como por exemplo a Sinagoga Maisl em Praga. Podemos encontrar aqui também sinagogas com elementos de Arte Nova e de estilo Mourisco, assim como em estilo funcionalista. Elementos cubistas aparecem igualmente representados na sinagoga de Milevsko. A mais moderna sinagoga foi construída entre 1937-1938 em Kamenice nad Lipou.

Actualmente encontram-se conservadas na República Checa mais de duas centenas de sinagogas, entre estas, uma em Brno e duas em Praga (a Velha-Nova e a Jubilar) que servem ainda hoje como templos de culto.

 

Em Praga foi fundado em 1906 o Museu Judeu (www.jewishmuseum.cz).

Em Terezín na região de Litoměřice encontra-se aberta a exposição permanente no Museu Gueto (www.pamatnik-terezin.cz).

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